top of page

A Teoria Contemporânea da Conservação e a Arquitetura Moderna

8 de set.
1 min de leitura

ZANCHETI, Sílvio Mendes

Resumo:

​

A teoria da conservação sofreu uma grande reformulação nos últimos vinte anos. O seu foco mudou da busca da conservação das características físico-materiais para a conservação da significância ou dos valores. Esse movimento foi iniciado por Cesare Brandi, ganhou corpo e ímpeto com a publicação da Carta de Burra em 1998.  Os valores são produtos da mente humana, portanto de caráter subjetivo. Os valores dos bens materiais patrimoniais são formados pela interação entre os sujeitos e os objetos, em um determinado contexto. Os valores podem ser instrumentais, documentais ou simbólicos. Todas as formas de valor são importantes para a conservação contemporânea. Para entender a conservação é preciso compreender que o dano não tem uma definição objetiva, pois aparece como uma característica indesejável dos objetos. A conservação busca manter os significados dos objetos, ao longo do tempo, para pessoas e grupos sociais, logo não é uma atividade independente dos objetivos sociais. A conservação é uma atividade que se apóia em um código ético que traça as diretrizes de intervenção sobre os objetos. Também, a conservação distingue-se como uma atividade de julgamento e decisão e nesse sentido é ligada à sabedoria prática e não à epistêmica. A arquitetura moderna não requer uma teoria da conservação própria, mas traz novos problemas e desafios a teoria existente.


​



Posts recentes

Ver tudo
Textos para Discussão

Os Textos para Discussão é uma publicação seriada com o objetivo de divulgar os estudos desenvolvidos pelo Centro de Estudos Avançados da Conservação Integrada - CECI, nas áreas da Gestão da Conservaç

 
 
 

Comentários


bottom of page